Algumas das principais marcas de cerveja europeias, como a Carlsberg e a Heineken, estão a ser afectadas pelo conflito que opõe o mundo ocidental à Rússia. A marca dinamarquesa já reviu em baixa as perspectivas de resultados para o segundo semestre.

A dinamarquesa Carlsberg e a holandesa Heineken, duas das quatro maiores fabricantes de cerveja mundiais, estão a enfrentar dificuldades resultantes das tensões geopolíticas que se fazem sentir no leste europeu, especialmente na Rússia.

Devido a estas tensões, a Carlsberg já reviu em baixa as previsões de receitas e lucros para o segundo semestre, isto apesar de no segundo trimestre os lucros da empresa terem superado as expectativas. Já a Heineken anunciou, entretanto, que o seu crescimento deverá ser mais moderado na segunda metade do ano.

O mercado russo representa cerca de um terço do volume de vendas da Carlsberg, factor que contribui para as perspectivas negativas da marca dinamarquesa.

O mercado de cerveja russo contraiu entre 6% e 7% no primeiro semestre deste ano, para o que contribuíram as tensões geopolíticas e as medidas adoptadas pelo Kremlin, há já mais de um ano, no sentido de reduzir o consumo de álcool no país. Neste período a fatia de mercado da Carlsberg na Rússia desceu 1,2 pontos percentuais.

As acções da Carlsberg reagiram negativamente e estão a descer, esta quarta-feira, 3,71% para 519,50 coroas dinamarquesas.

Num comunicado citado pela Bloomberg, a cervejeira dinamarquesa refere que “devido a eventos macro, o sentimento dos consumidores e as perspectivas para algumas das economias do leste da Europa estão a tornar-se crescentemente desafiantes e incertos”.

O The Guardian avança mesmo que a Carlsberg pondera reduzir a sua produção para responder aos mais recentes eventos. “Por forma a mitigar os riscos o máximo possível, várias mudanças foram e serão adoptadas nos mercados do leste europeu, incluindo mudanças estruturais. O que inclui considerações relativas a encerramentos”.

A Heineken que apenas prevê um abrandamento do seu crescimento no segundo semestre, mantendo a perspectiva de fortes vendas em 2014, viu as suas acções reagiram de forma positiva. Os títulos da marca holandesa sobem 6,29% para 56,23 euros.

 

Fonte: Negócios

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