O sector, que exporta 1,7 mil milhões, quer diversificar os mercados de exportação.

 

Indústria do calçado prepara ofensiva à Colômbia

 

A APICCAPS (associação portuguesa do sector do calçado) está a preparar uma ofensiva comercial na Colômbia. Hoje chega uma comitiva de colombianos ao Porto para conhecerem de perto empresas de calçado com o foco centrado na moda jovem e no segmento alto, disse fonte oficial da APICCAPS.

São potenciais compradores que vão visitar as empresas de calçado, de forma a terem um contacto próximo com a indústria e o ‘know-how’ português nesta área. Programada está também a presença de 17 empresas portuguesas de calçado na Colômbia Moda, feira que agrega as várias indústrias da moda e que se realiza em Medellín, entre 22 e 24 de Julho.

Marcas como Fly London, Nobrand ou Felmini vão procurar conquistar este novo mercado, que oferece vantagens alfandegárias face, nomeadamente, ao Brasil. A ofensiva na América do Sul é mais um passo na estratégia que o sector delineou de alargar os mercados de exportação. Apesar da Europa ser o grande mercado dos sapatos portugueses, a indústria do calçado pretende diversificar os destinos de forma a aumentar as vendas e diminuir os riscos.

Saliente-se que o preço de um sapato português é já o segundo maior do mundo, só ultrapassado por Itália. O sector do calçado português tem a ambição de atingir o pico da pirâmide no que toca ao preço médio do sapato, incorporando para isso inovação, qualidade e moda. As empresas portuguesas de calçado exportaram no ano passado 1,7 mil milhões de euros – valor histórico – e colocaram o seu produto em 130 países.

Entretanto, a APICCAPS assinou sexta-feira um protocolo com a RTP que visa a emissão de um programa mensal sobre a indústria do calçado, com vista à difusão de informação sobre o sector, a sua aposta na inovação, e os seus protagonistas. Além de divulgar o sector, o programa visa captar a nova geração para esta indústria. O programa What’s Up é transmitido no último domingo de cada mês no canal 2 da RTP.

 

Fonte: Económico

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