À entrada para o último trimestre, o sector acumulava um crescimento de 2,4% nas vendas ao exterior, correspondente a 3,2 mil milhões de euros. O vestuário de malha deu o maior contributo, enquanto Espanha continua a ser o melhor cliente.
As exportações da indústria têxtil e de vestuário aumentaram 7% em Setembro, ajudando a consolidar o crescimento acumulado nos primeiros nove meses do ano: 2,4% para um valor global de 3,2 mil milhões de euros. Quando faltavam apenas três meses para fechar o ano, este sector tradicional estava cada vez mais próximo de voltar a bater o recorde de 4.200 milhões de euros alcançado em 2012.
Segundo os números compilados pela associação do sector, Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), Espanha lidera o “ranking” dos melhores clientes, com uma quota de 31%. Porém, foi no Reino Unido que as vendas ao exterior mais cresceram em termos absolutos, tendo os britânicos comprado mais 25 milhões de euros do que em igual período do ano passado, para um total de 289 milhões de euros.
Concentrado sobretudo na região Norte do País, responsável por cerca de 155 mil postos de trabalho directos, o maior contributo para as exportações do sector foi dado pelo segmento do vestuário e acessórios de malha, embora a ATP tenha sublinhado o comportamento dos têxteis-lar, que registaram uma subida acima dos 9% entre Janeiro e Setembro.
Diversificar nas compras e nas vendas
Ainda que não figure no pódio dos melhores clientes, em termos relativos as maiores taxas de crescimento do sector registadas pelos dados do comércio internacional do INE verificaram-se na Tunísia (36%), em Marrocos (24%) e nos Estados Unidos (17%). A maior economia do mundo é o quarto melhor mercado para esta indústria.
“As exportações para mercados não comunitários aumentaram mais de 9%, reflectindo o esforço de diversificação de mercados que as empresas do sector têm vindo a fazer”, destacou o director-geral da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, Paulo Vaz (na foto).
E se o foco extra-comunitário está ligado nas vendas, também começa a estar cada vez mais na área das compras. É que o principal fornecedor desta indústria portuguesa continua a ser a Espanha (quota de 36%), mas, entre a lista dos dez maiores, foram a Índia e o Paquistão os mercados que mais cresceram em termos absolutos até Setembro, com taxas de 37% e 51%, respectivamente.
Nos primeiros nove meses do ano, Portugal importou 2,4 milhões de euros de produtos têxteis e vestuário, ou seja, mais 4,7% do que no período homólogo. Contas feitas, a balança comercial do sector foi superior a 795 milhões de euros, com uma taxa de cobertura superior a 1,3.
Fonte: Negócios