Ontem, Crato anunciou ainda 100 milhões para retomar obras da Parque Escolar este ano.

O ministro da Educação anunciou ontem no Parlamento que o inglês vai passar a ser disciplina obrigatória desde o 3º ano do básico, a partir do ano lectivo 2015/2016. Até lá, Nuno Crato vai redesenhar as metas do inglês desde o 5º ao 12º ano, criar formação complementar para os professores, desenhar novos mestrados de especialização – o que implica a sua acreditação “que demora tempo”- e criar um novo grupo de recrutamento para os futuros docentes da disciplina.

No entanto, numa fase inicial, a medida vai ser aplicada de “forma progressiva” através de um projecto-piloto. Recorde-se que Nuno Crato já tinha introduzido a disciplina no currículo dos alunos entre o 5º e o 9º ano, desde 2012. Alargar o inglês ao 1º ciclo era um “grande objectivo” já manifestado, no ano passado, pelo ministro quando retirou o carácter obrigatório da disciplina das Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC) passando a sua oferta a ser facultativa e decidida pela escola.

Desta forma, o ministro quer que dentro de alguns anos “todos os jovens possam ter no currículo inglês obrigatório sequencialmente durante sete anos de ensino”. Uma disciplina que Nuno Crato introduziu no currículo e que considera ser “língua mundial” sendo, por isso, a sua “aprendizagem fundamental”.

O ministro disse ainda que vai ter em conta o parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) que diz que a disciplina deve ter uma carga horária de duas horas semanais.

Além do alargamento do inglês, Nuno Crato aproveitou ainda a sua audição no Parlamento para anunciar que levantou a suspensão das obras da Parque Escolar em 14 escolas. Medida que foi possível depois de o ministro ter garantido um financiamento na ordem dos 100 milhões de euros e que deverá permitir a retoma das obras ainda este ano.

No total, estão 37 escolas com trabalhos iniciados pela Parque Escolar. Além das 14 escolas que tinham obras suspensas, outras nove que estavam paradas por situação de falência dos empreiteiros viram os seus contratos resolvidos e terão novo concurso público lançado em breve. As restantes 14 dizem respeito a obras que já estavam em curso.

 

Fonte: Económico

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