O principal índice de acções nacionais mantém-se em alta ligeira numa sessão marcada pela reacção ao resgate do Banco Espírito Santo (BES).
A banca continua a valorizar, com o BCP a progredir mais de 3% para 0,10 euros e o BPI a avançar 0,56% para 1,44 euros. No sector, só o Banif perde valor.
Os dois maiores bancos privados portugueses em valor de mercado corrigem assim parte das perdas registadas na semana passada.
A Portugal Telecom (PT), que tem o BES como seu maior accionista, chegou a cair mais de 3% no arranque da negociação. Mas inverteu entretanto para uma subida de 1,75% até 1,57 euros.
Em Paris, os títulos do Crédit Agricole, o segundo maior accionista do BES, acelerava mais de 1% para 10,25 euros.
O PSI 20, reduzido a 18 cotadas com as saídas do Espírito Santo Financial Group e do BES, prova assim os primeiros ganhos em cinco sessões. No final da semana passada, o índice encerrou a perder mais de 3% durante três sessões consecutivas, reflexo de uma fuga de investidores despoletada pela crise no BES.
Às 10h49, o PSI 20 subia 0,23% para 5.810,72 pontos, um desempenho em linha com o dos principais índices europeus.
No mercado secundário de dívida pública os juros associados às obrigações portuguesas continuam em rota descendente em todas as maturidades. A ‘yield’ do prazo a 10 anos descia oito pontos base até 3,621%.
“Duvido que o caso BES emita algum risco sistémico. Claro que seria positivo que o banco tivesse recebido fundos de investidores privados, mas não vejo perigo para as finanças públicas dada a posição de capital do governo português e a sua capacidade de ir aos mercados”, disse Christian Lenk, do DZ Bank, à Reuters.
“Estamos perante o melhor dos dois mundos, dado que Portugal tem capital suficiente para lidar com o problema, embora se trate, para todos os efeitos, de um resgate pago pela zona euro. Encaramos por isso este plano de reestruturação como sendo positivo para Portugal, ressalvando contudo que poderá existir algum ruído em torno da forma de contabilização desta intervenção nas contas públicas”, referem por seu turno os analistas do Rabobank.
Fonte: Económico