Depois de um sinal tímido de recuperação no final do ano passado, Itália não conseguiu confirmar a retoma e voltou a entrar em recessão, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística do país.
A economia italiana tinha crescido uns sofríveis 0,1% no último trimestre do ano passado, interrompendo dois anos consecutivos de quebras trimestrais no PIB. No entanto, este ano não está a conseguir confirmar a recuperação. No primeiro trimestre recuou 0,1% e no segundo, mostram os dados publicados hoje, recuou 0,2%.
Itália está assim outra vez em recessão técnica – dois trimestres seguidos de quedas no PIB -, algo que arrisca comprometer a consolidação do défice prevista para este ano. O próprio primeiro-ministro, Matteo Renzi, assumiu as dificuldades, afirmando que, “perante as condições actuais, e assumindo uma taxa de crescimento [anual] mais realista de 0,3%, o governo vai ter de encontrar pelo menos 15 a 16 mil milhões de euros [em medidas de austeridade] para manter os planos de redução do défice em curso”.
Itália é a terceira maior economia da zona euro – atrás de Alemanha e França – e tem também o segundo maior rácio de dívida pública – ‘ranking’ liderado pela Grécia. A redução do défice e o regresso ao crescimento são elementos cruciais para conseguir travar o aumento da dívida.
Fonte: Económico