A Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) está a fazer “um derradeiro esforço” para convencer o Governo a repor o IVA do sector nos 13% já no Orçamento Retificativo que será votado amanhã.
A associação estima que com isso se conseguirão salvar 30 mil postos de trabalho em Portugal. Caso contrário, aponta para o encerramento de mais empresas e o fim de 120 mil empregos até ao final do ano, desde que o IVA subiu para a taxa máxima de 23%.
Em comunicado enviado hoje às redações, a associação salienta que desde então já foram destruídos 75 mil empregos, um quatro dos cerca de 300 mil postos de trabalho do sector, “prevendo-se que se chegue aos 40% até ao final de 2013”.
Para o presidente da AHRESP, Mário Pereira Gonçalves, “o sector da restauração não aguenta até 2014, pois após o terceiro trimestre deste ano, passado o verão, muitos operadores não conseguirão manter-se em atividade, esgotados que estarão todas as reservas de capital que os empresários têm vindo a injetar nos seus negócios”.
E alerta que, “entre os operadores condenados a desaparecer do mercado estarão mais alguns restaurantes emblemáticos, o que coloca em risco o património gastronómico e cultural do País, responsável por 56% das receitas totais da atividade turística, líder das exportações nacionais”.
A associação cita um estudo da Ernest & Young para concluir que manter o IVA do sector nos 23% vai custar ao Estado 274 milhões de euros só este ano, em novos subsídios de desemprego, redução de TSU e IRS e IVA não arrecadado, calculando em 66 milhões de euros o saldo positivo para o erário público resultante da reposição do IVA do sector nos 13%.
A associação tem estado a promover audições com os grupos parlamentares e partidos políticos para “tentar consciencializar os deputados para a urgência de uma solução”.
Fonte: Dinheiro Vivo