As taxas implícitas das obrigações portuguesas estão hoje a afundar em todos os prazos, no rescaldo da subida de rating feita no final da semana passada pela Moody’s a Portugal.
Deste modo, os juros da dívida a 2 anos seguem a recuar para os 0,82%, tal como na maturidade a 5 anos que descem para os 2,118%. Já no prazo a 10 anos, a referência do mercado secundário, as yields seguem a resvalar para os 3,569%.
Na sexta-feira, a agência de rating Moody’s melhorou em um nível a nota de Portugal, de Ba2 para Ba1, ficando assim o país no primeiro degrau da categoria que indica que a nossa economia constitui um investimento especulativo.
Mais uma subida e Portugal fica fora da categoria de ‘lixo’, onde foi posto pela Moody’s em julho de 2012 – quando cortou o rating da República quatro níveis, com a justificação de que iríamos precisar de um segundo resgate.
Agora, a agência avisa que “uma maior clareza no próximo Orçamento do Estado” pode ser determinante para subir mais um degrau e sair do ‘lixo’. E justifica a subida com a reconquista dos mercados e o compromisso do governo para manter a consolidação orçamental, apesar dos chumbos do Tribunal Constitucional.
“É importante que esta melhoria do rating tenha surgido num período de turbulência em Portugal”, afirmou Alessandro Giansanti, estratega de dívida do ING, em declarações à Reuters.
Fonte: Dinheiro Vivo