Taxas de juro subiram e procura abrandou face ao leilão anterior na emissão concretizada esta manhã de bilhetes a três e a 18 meses.

No prazo a 18 meses a taxa média ponderada disparou para 2,293% face aos 1,603% pagos em Junho.

A procura desceu ligeiramente, superando em duas vezes a oferta disponível.

Nesta maturidade foram colocados 750 milhões de euros.

A três meses também se verificou um agravamento dos juros. Portugal pagou 1,081%, que comparam com os 0,766% registados na operação anterior, realizada em Agosto.

Foram levantados neste prazo 500 milhões de euros, com a procura a baixar de forma significativa: superou em 1,8 vezes a oferta quando na emissão anterior quase tinha triplicado os títulos disponíveis.

Portugal conseguiu ainda assim colocar o montante máximo previsto para a operação, de 1.250 milhões de euros.

Com o financiamento de 2013 assegurado, este leilão insere-se no ‘pre-funding’ do próximo ano.

A próxima emissão está agendada para 16 de Outubro, dia em que o IGCP pretende levantar entre 1.250 e 1.500 milhões de euros em bilhetes a três e a nove meses. Será a antepenúltima emissão de curto prazo calendarizada para este ano.

Montante revisto em baixa

O montante da emissão concretizada esta manhã foi revisto em baixa pelo IGCP. Inicialmente, a agência que gere o crédito público previa levantar entre 1.250 e 1.500 milhões de euros. É esse o valor inscrito no programa de financiamento do segundo semestre.

Mas quando anunciou formalmente a operação ao mercado, o IGCP fixou em 1.250 milhões de euros o intervalo superior do montante indicativo, o que terá sido motivo pela recente pressão sobre a dívida soberana nacional em mercado secundário.

A avaliação da troika

A emissão de hoje acontece em plena oitava e nona avaliações da ‘troika’, onde o Governo português pretende flexibilizar a meta do défice para 2014. O último valor acordado prevê um saldo negativo de 4% e o Executivo quer uma folga até aos 4,5% do PIB.

Desta avaliação que arrancou segunda-feira, e que será essencial para a definição do Orçamento para 2014, fará também parte conversações sobre o programa cautelar para fazer a transição entre o resgate e o efectivo regresso aos mercados.

Juros (continuam) acima de 7%

As taxas de juro implícitas da dívida pública têm estado pressionas em mercado secundário ao longo das últimas semanas. Segunda-feira aproximaram-se mesmo dos picos registados em Julho, causados pelas inesperadas demissões de Vítor Gaspar e de Paulo Portas, que acabou por continuar no Governo como vice primeiro-ministro.

Embora na sessão de hoje se registe uma descida ligeira, a ‘yield’ a 10 anos, o prazo de referência, mantém-se acima da barreira dos 7% pela nona sessão consecutiva – está nos 7,137%.

Produto para o retalho

Para o que resta do ano Portugal tem três linhas de acção em termos de financiamento: o lançamento de obrigações do Tesouro disponíveis para investidores individuais, novas colocações de títulos de médio e longo prazo e uma eventual oferta de troca.

Esses são os planos inscritos no último programa de financiamento definido pelo IGCP, cuja concretização parece contudo ter ficado mais difícil pela recente evolução das ‘yields’ em mercado secundário.

 

Fonte: Económico

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