As empresas de seguros fecharam o primeiro semestre do ano com um lucro de 440 milhões de euros, mais do que duplicando os resultados obtidos em igual período de 2012. A contribuir para a melhoria dos resultados esteve o aumento da produção de seguros do ramo vida.

Os resultados líquidos das empresas seguradoras aumentaram 177% para 440 milhões de euros, nos primeiros seis meses do ano, segundo os dados disponibilizados pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP). No primeiro semestre de 2012, os lucros foram de 159 milhões de euros.

O número de seguradoras sob supervisão do ISP diminuiu de 44 para 42, no espaço de um ano, sendo que o número de empresas a apresentarem resultados positivos fixou-se, este ano, em 34 – no ano passado eram 35.

“A taxa de cobertura da margem de solvência das empresas supervisionadas pelo ISP continua num nível confortável, tendo atingido, no primeiro semestre de 2013, cerca de 242%. A análise das empresas de seguros por tipo de negócio explorado revela que, nas entidades especializadas no ramo Vida, a taxa de cobertura foi de 241,7%, enquanto nos operadores focalizados nos ramos Não Vida, o nível de cobertura foi de 253,6%. As empresas mistas, cuja taxa se situa habitualmente num valor intermédio, foram as que apresentaram, ainda que bastante confortável, o rácio mais baixo, na ordem dos 237,5%”, explica o ISP em comunicado.

A contribuir para a evolução positiva dos resultados semestrais esteve o aumento de 28,5% da produção de seguro directo para um total de 5,6 mil milhões de euros. O relatório divulgado esta terça-feira revela que deste total, é no ramo Vida que maiores volumes foram gerados (3,9 mil milhões de euros) e também foi onde se verificou um aumento da produção. Já no ramo Não Vida houve uma descida de 4% para 1,7 mil milhões de euros.

Já os custos com sinistros de seguro directo diminuíram 16% para 5,4 mil milhões de euros.

No relatório é ainda revelado que os prémios dos seguros automóveis diminuíram 6,2% para 304 milhões de euros, no período em análise, mantendo assim a tendência que tem sido registada nos últimos anos.

Fonte: Negócios

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