Mais de 230 mil empresas europeias beneficiaram do apoio do Banco Europeu de Investimento (BEI) em 2013, ano em que a entidade destinou mais de 75.100 em financiamento para investimentos em 160 países.

Magdalena Alvarez, vice-presidente do Banco Europeu de Investimentos (BEI), destacou que o BEI aumentou “de forma muito significativa” a sua atividade em 2013, que cresceu 37% ou 19.300 milhões de euros.

“Superámos em 40 mil milhões de euros a atividade do Banco Mundial, cuja atividade duplicámos”, disse Alvarez, em conferência de imprensa de apresentação dos dados dos projetos do BEI no ano passado.

A situação económica europeia levou o BEI a concentrar as atenções na Europa, algo favorecido pela ampliação de capital de 10 mil milhões de euros, realizada em 2013 e que permitirá uma capacidade adicional de intervenção de 60 mil milhões nos próximos três anos.

“Os dados demonstram o firme compromisso do BEI para apoiar a economia e facilitar a saída da crise, ajudando a mudar o padrão de crescimento por outro mais equilibrado e sustentável, para dar solução ao problema mais complicado que é o desemprego”, referiu.

“A economia necessita liquidez para manter-se viva, mas também de investimentos para crescer. Este nosso apoio compensa alguma redução deste tipo de investimentos por parte do setor privado e por parte do setor público”, considerou ainda.

Alvarez destacou que na Península Ibérica o trabalho do BEI permitiu dar “liquidez em momentos de restrições financeiras e financiar investimentos num momento de queda devido às circunstâncias económicas”.

Uma ação “anticíclica” que, no ano passado, se destinou especialmente a três áreas: Pequenas e Médias Empresas (30% de todo o financiamento, apoiando 230 mil empresas europeias), na economia do conhecimento 17.200 milhões de euros e em infraestruturas estratégicas que são transporte, energia e telecomunicações (cerca de 16 mil milhões de euros).

“Cada país tem o seu perfil, mas concentramos muito do apoio às PME. Há também projetos que consideramos fundamentais para a reforma estrutural. Os dados que temos são de que o apoio tem chegado totalmente às empresas. E isso ajuda a fortalecer a economia”, afirmou.

“Sem liquidez a economia não funciona. Estamos hoje em melhor posição, mas não terminámos o que temos que fazer. O BEI deseja chegar onde outras instituições financeiras não chegam ou não podem chegar”, considerou.

 

Fonte: Dinheiro Vivo

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