Os artigos de fabricante foram os preferidos pelos portugueses no 1.º semestre do ano, revela o Barómetro da APED (Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição), que aponta um crescimento de 1,4 pontos percentuais para uma quota de 64,2%.

Em sentido contrário estiveram as marcas da distribuição, cujas vendas caíram 1,4 pontos percentuais, totalizando uma quota de mercado de 35,8%.

“É um tendência quem tem vindo a desenhar-se desde o final de março”, explica Ana Isabel Trigo Morais, diretora-geral da APED, acrescentando que tal “reflete o esforço da indústria e distribuição na construção de uma proposta de valor para oferecer ao consumidor.”

A mesma responsável assinala uma evolução a este nível. “As marcas da distribuição há muito que deixaram de ser brancas, de insígnia para serem de distribuição, estando estas na fase de evolução para a sua autonomização  com o foco na exportação.”

Já relativamente aos canais de distribuição, o estudo da APED aponta um crescimento das vendas nos hipermercados (+0,9 pontos) para uma quota de 24,1%.

O segundo maior canal, os supermercados, recuaram 0,1 pontos para 45,8%, enquanto os discounters viram as suas vendas cair 1,1 pontos, para uma quota de 14,7%.

Para Ana Isabel Trigo Morais esta “ligeira transferência de um canal para o outro é prova da dinâmica concorrencial, em que o preço é foco na proposta de valor.”

Em contrapartida, os Outros Locais, onde se inclui o comércio tradicional e de proximidade, registou um aumento nas suas vendas de três décimas, para 15,4%.

“Muito interessante observar uma tendência que surge pela primeira vez”, explica a diretora-geral da APED, frisando que “é sinal da revitalização do pequeno comercio”, muito graças ao investimento de alguns operadores da moderna distribuição, ou de novos e pequenos operadores mais focados para nichos de mercado.

Fonte: Dinheiro Vivo

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