O banco norte-americano acredita que a economia vai acelerar e será das que mais crescerá na Europa, embalada agora no “bimotor” de exportações e procura interna. Se houver espaço para um maior alívio da austeridade e as bolsas ajudarem, poderá crescer muito perto de 2% neste ano.
O Morgan Stanley acredita que a economia portuguesa vai crescer mais do que prevê, por exemplo, Governo e FMI, antecipando que o PIB se expanda 1,4% este ano (acima da previsão de 1,2% da troika) e 1,6% em 2015 (também acima da previsão de 1,5% do FMI).
“A taxa de crescimento que prevemos, em torno de 1,5% em 2015 para Espanha e Portugal, é bastante baixa pelos padrões pré-crise. E é também provável que seja já acima do crescimento potencial, que tem diminuído devido aos danos causados pela profunda recessão no lado da oferta da economia”. Contudo, acrescentam, “vamos provavelmente assistir a uma inversão nas economias que podem assegurar maior crescimento do PIB na Zona Euro neste ano. Vindas de parte inferior, as economias ibéricas vão subir no ‘ranking’ de forma um pouco hesitante no início (especialmente em Espanha) e mais visível mais tarde, (em ambos os casos)”.
Numa longa nota de análise sobre as perspectivas económicas na Ibéria, o banco norte-americano considera assim que o mais provável é que, ao lado de Espanha, a economia portuguesa passe a ser das que mais crescerá na Europa, apoiada agora no motor “sólido” das exportações mas também na procura interna. E se houver margem para dosear o esforço de consolidaçao orçamental e se essa possibilidade for acompanhada de uma evolução benigna dos mercados accionistas, o PIB portugues poderá crescer quase 2% este ano e ultrapassar essa marca no próximo.
O banco norte-americano considera que uma saída limpa do programa da troika – ou seja, sem ser acompanhada de uma linha de crédito cautelar – é o cenário mais plausível. Refere ainda que as reformas estruturais estão a dar frutos e que os desenvolvimento nessa frente não estão a ser devidamente apercebidos pelos investidores. “Acreditamos que os agentes no mercado estão a prestar insuficiente atenção ao que está a mudar no tecido económico de Espanha e de Portugal”.
Para atrair mais investimento é preciso, no entanto, que os políticos dêem garantias de que o rumo de reforma vai ser mantido.
Fonte: Negócios