O número de empresas que iniciaram processos de insolvência caiu 17,1% no primeiro semestre de 2014, face a igual período do ano passado. Nesse mesmo período, também nasceram menos empresas do que no primeiro semestre de 2013, mas, considerando apenas o segundo trimestre deste ano, houve um aumento homólogo de 4,7% do nascimento de empresas.

Os números são divulgados no barómetro realizado pela Informa D&B, que analisou as tendências do sector empresarial em Portugal no primeiro semestre de 2014.

Segundo o barómetro, foram iniciados 2534 processos de insolvência no primeiro semestre deste ano, uma queda de 17,1% face ao período homólogo. A tendência da descida foi ainda mais acentuada no segundo trimestre do ano, com menos 21,6% de entidades a entrar em processo de insolvência, depois de uma quebra de 12,6% no primeiro trimestre.

As apresentações à insolvência diminuíram 27,3% no primeiro semestre, sendo esta a principal razão para a queda do total de insolvências justifica a diretora geral da Informa D&B, Teresa Cardoso de Menezes.

Já o Processo Especial de Revitalização (que se destina a permitir que devedores em situação económica difícil ou de insolvência meramente iminente, mas suscetíveis de recuperação, estabeleçam negociações com os respetivos credores que levem à sua revitalização económica) foi requerido por 446 entidades ao longo do primeiro semestre, uma descida de 12,5% face às 509 entidades que recorreram a este mecanismo no semestre homólogo.

Também os encerramentos diminuíram na maioria dos sectores e distritos. No primeiro trimestre deste ano, encerraram 3581 entidades, menos 17,7% do que no trimestre homólogo. A descida manteve-se durante o segundo trimestre, período em que o encerramento de entidades foi inferior ao homólogo de 2013 em 11,8%.

O primeiro semestre assistiu ao nascimento de mais de 19 mil entidades em Portugal e termina com uma redução de 5,2% do número de constituições de empresas. A principal causa da descida de nascimentos foi a forte redução de constituições de sociedades unipessoais no primeiro trimestre deste ano, que no ano passado registaram um valor e um crescimento atípico no mês de janeiro.

Por outro lado, considerando apenas o segundo trimestre, houve uma subida de 4,7% face a 2013, acabando o mês de junho com uma subida de 9,7% relativamente a junho do ano passado.

Serviços, retalho e alojamento e restauração foram os sectores com maior peso no primeiro semestre, representando 31%, 16% e 11%, respetivamente, dos nascimentos ocorridos. No caso dos distritos, Lisboa, Porto e Braga são os que contam com maior número de novas entidades.

À semelhança do que foi verificado em 2013, no primeiro semestre deste ano, uma grande parte das entidades (45%) iniciou atividade com um capital social inferior a 5 mil euros e 32% com um capital igual a esse montante. Apenas uma minoria apresenta valores de capital social mais elevado.

 

Fonte: Dinheiro Vivo

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