Zeinal Bava escreve carta de despedida. Armando Almeida enviou comunicado a colaboradores. E Belmiro de Azevedo pediu aos jornalistas para investigarem.
Bava elogia PT Portugal em despedida na Oi
Zeinal Bava deixou uma mensagem aos colaboradores da Oi, enviada no dia em que entregou o pedido de renúncia. Sem explicar porque deixou a empresa, o gestor frisou que “o compromisso é crítico para que as coisas se façam e isso obriga a alterar a nossa postura perante circunstâncias que mudam”, segundo a missiva, citada pelo “Jornal de Negócios”. Bava elogiou a PT Portugal pela sofisticação tecnológica e excelência, que “têm permitido reduzir os riscos operacionais e financeiros.”
“Assumi o projecto da Oi com uma noção muito clara dos desafios futuros da companhia. Não me arrependo. Arrependemo-nos mais das decisões racionais do que das decisões de coração”, admite. E garantiu: “contem comigo na torcida!”. Já Armando Almeida, presidente da PT Portugal, garantiu num email enviado aos funcionários da empresa portuguesa, a que o Económico teve acesso, que Bava “deixa um importante e valioso legado” na empresa.
Belmiro diz que jornalistas têm de investigar caso PT
Belmiro de Azevedo, que em 2006 tentou comprar a Portugal Telecom (PT), via Sonaecom, disse que a comunicação social “tem responsabilidades de investigar direitinho” o que se passou na operadora. “A história da PT há-de ser contada pelos jornalistas”, afirmou. Belmiro de Azevedo não quis tecer grandes considerações. “Não posso contar a história. Fui muito activo. Se nunca disse o que se passou, agora os jornalistas têm matéria suficiente” para investigar, afirmou.
“Na altura da OPA foi nos dito uma coisa simples: há três coisas que tem de resolver sozinhos. E nós resolvemos. Era a comunicação social, o negócio passar na Concorrência e ganhar na assembleia-geral de accionistas. Perdemos na quarta coisa que não era para ser cumprida, que inventaram”, acusou. A OPA não chegou ao mercado: os accionistas da PT chumbaram a desblindagem dos estatutos, que permitiria à Sonaecom ter poder de voto acima de 10% do capital.
Fonte: Económico