Após sete anos a liderar a marca de luxo britânica, Angela Ahrendts anunciou que vai abandonar a Burberry na primavera do próximo ano para integrar os quadros da Apple. A executiva norte-americana é apontada como a grande responsável pelo renascimento da empresa desde que assumiu o cargo, com as vendas a aumentarem desde então, assim como as receitas e lucros, e as lojas da marca a expandirem-se por todo o mundo.

Na tecnológica liderada por Tim Cook, Ahrendts vai ser a responsável pela expansão das lojas de retalho da Apple em todo o mundo. O anúncio da saída da CEO provocou uma queda de quase 5% nas ações da empresa na bolsa londrina.

“A Burberry está em grande forma”, disse a executiva norte-americana em comunicado, após anunciar a sua saída da marca. “Hoje, a Burberry não é só uma grande marca, mas uma grande empresa”.

Por seu turno, o líder da Apple elogiou a nova contratação da tecnológica. “Ela demonstrou ser uma líder extraordinária em toda a sua carreira e os seus feitos falam por si”, disse Tim Cook.

Christopher Bailey, diretor criativo da Burberry, vai assumir o cargo de CEO, acumulando as duas funções. “Apesar de estar triste por já não ter a liderança inspiradora de Angela, com quem tive o grande prazer de trabalhar, eu sinto-me mais do que confiante de que parte do seu legado é uma equipa muito forte em todas as nossas áreas”.

Ahrendts é uma das executivas mais bem pagas da FTSE, a bolsa de Londres, tendo levado para casa no ano passado um total de cerca de 20 milhões de euros entre remuneração e prémios, segundo o The Guardian.

O bom trabalho realizado pela executiva reflete-se nos resultados mais recentes da Burberry. A marca de luxo teve um aumento de 17% nas receitas no primeiro semestre fiscal deste ano para as 818 milhões de euros. No último ano, as vendas nas lojas da marca aumentaram 13%, devido ao crescimento em vários pontos do mundo, como a Ásia, Europa, Médio Oriente, Índia, África e as Américas.

Quando Angela Ahrendts foi nomeada CEO  em 2006, a marca de luxo com 157 anos estava num péssimo momento: com as vendas em baixo e o mercado inundado de falsificações.

Uma das suas primeiras medidas foi eliminar dezenas de linhas da marca, tendo introduzido outras tantas como uma nova linha de cosméticos. Outra medida importante foi a expansão da sua presença nos Estados Unidos.

 

Fonte: Dinheiro Vivo

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