A empresa portuguesa Oliveira & Irmão (OLI), o segundo maior fabricante europeu de autoclismos, anunciou hoje ter escolhido o Brasil, Colômbia e México, na América Latina, como mercados alvo em 2014 para a sua expansão internacional.

“O Brasil, Colômbia e o México são países que apresentam uma atividade muito dinâmica e forte no setor da construção, pelo que constituem países de eleição na América Latina para a OLI na sua expansão internacional no próximo ano”, disse à Lusa António Oliveira, o presidente do conselho de Administração da empresa que também é líder ibérica na produção de autoclismos.

A OLI entrou recentemente no Brasil com a Duratex, a maior empresa produtora de painéis de madeira industrializada, louças e metais sanitários do hemisfério sul, que está cotada na Bolsa de São Paulo.

A empresa portuguesa, com fábrica em Aveiro, dedica-se há 59 anos ao desenvolvimento e produção de sistemas de instalação sanitária e tem vindo a destacar-se, segundo o seu responsável, por ter algumas das “mais relevantes inovações” ao nível da eficiência hídrica, como é o caso da dupla descarga do autoclismo, “uma invenção portuguesa apresentada há 19 anos”, recordou o gestor.

“Somos a terceira empresa portuguesa com maior número de patentes na Europa e uma das que mais investe em proteção de patentes em Portugal. Até agora registámos 60 patentes, mas temos atualmente 40 vivas, só sendo superados pelas farmacêuticas Bial e Hovione”, sublinhou.

A OLI deverá encerrar 2013 com um volume de negócios de 40 milhões de euros, dos quais 80% são resultado das exportações para mais de 60 países dos cinco continentes e espera aumentar a faturação global em 10% no próximo ano.

Para alcançar este acréscimo da faturação, a OLI vai apostar não só na América Latina (Brasil, México e Colômbia), mas também numa estratégia de “consolidação das suas posições na Europa”, disse à Lusa António Oliveira, lembrando que a Polónia e a Rússia têm também “um enorme potencial” que irá ser explorado.

A Arábia Saudita poderá ser outro dos mercados a contribuir para o aumento da faturação da empresa no próximo ano, por ser “um mercado que cresceu significativamente e apresenta um potencial enorme”, de acordo com António Oliveira, além do Qatar, onde se realizará o Mundial de Futebol em 2020, que “já mexe com a construção e as infraestruturas”, bem como o Dubai, igualmente pela “proximidade e dinâmica”.

A fábrica da OLI está atualmente a trabalhar a 75% da sua capacidade de produção global, pelo que “vai ter dificuldades” em aumentar as suas vendas para os mercados externos, disse à Lusa o gestor.

A política constante de inovação explica, segundo o gestor, “o sucesso a nível internacional”, permitindo à empresa produzir mensalmente meio milhão de produtos, nomeadamente autoclismos exteriores e interiores, e placas de comando, e fabricar anualmente cerca 154 milhões de unidades exportadas para os mercados dos cinco continentes.

A OLI emprega atualmente 350 pessoas.

 

Fonte: Dinheiro Vivo

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