Paulo Portas presidiu hoje à cerimónia de assinatura do contrato de investimento na fábrica de Cacia entre a administração da Portucel Soporcel e o Governo.
O investimento a realizar no complexo industrial de Cacia no valor de 56,3 milhões de euros permitirá ao grupo aumentar em 30 milhões de euros as exportações anuais e vai criar 290 postos de trabalho indirectos a montante e a jusante. A Portucel Soporcel exporta para 118 países dos cinco continentes, tendo em 2013, o valor das exportações atingido o valor de 1.215 milhões de euros, cerca de 3% das exportações nacionais.
Paulo Portas fez questão de salientar o peso do grupo de Pedro Queiroz Pereira na economia nacional. “A Portucel Soporcel é o segundo maior exportador português e o primeiro exportador português em valor acrescentado”. Portas frisou ainda que “a Portucel Soporcel vale por si só 1% do PIB e 3% das exportações nacionais”. E continuou: “não há muitos grupos assim, mas seria bom para a nossa economia e o nosso desenvolvimento que existissem mais grupos assim”.
O vice-primeiro ministro salientou ainda que “ambas as partes (Portucel Soporcel e AICEP) perceberam que tempo é dinheiro, pelo que este investimento foi negociado em meses”.
Um dia depois de ter anunciado um novo pacote de investimento de 391 milhões de euros e a criação de 406 empregos, Portas adiantou que o investimento em Cacia “permite-nos gerar mais produtividade, acarreta melhor qualidade ambiental, mais empregos indirectos e mais exportações”.
Portas frisou ainda que “o investimento é o indicador mais crítico da economia na última década e começa a dar os primeiros sinais de recuperação no investimento” e continuou: “pelo que é necessário acarinhar os investidores nacionais e os investidores estrangeiros, porque é o sector privado que promoverá o crescimento da economia”.
Já Pedro Queiroz Pereira, presidente do conselho de administração do grupo Portucel Soporcel adiantou que “não somos apenas o segundo exportador nacional, somos também o primeiro exportador em valor acrescentado, utilizámos matéria -prima portuguesa e precisámos que o Governo nos ajude a plantar eucaliptos”.
Sobre os investimentos realizados pelo grupo a que preside, Pedro Queiroz Pereira destacou os investimentos na Semapa, o investimento feito pela Portucel Soporcel em Moçambique e acrescentou: “já estamos a comprometer os cash flows dos próximos 10-15 anos com investimentos, uma vez que os dividendos também temos que os dar”.
Fonte: Económico