Portugal está esta terça-feira a emitir 3 mil milhões de euros, numa emissão a 10 anos que atraiu uma procura próxima de 9 mil milhões de euros. O preço definitivo é de 320 pontos-base acima das taxas de referência do euro, ou seja, uma “yield” absoluta a rondar os 5,1%.

O IGCP definiu em três mil milhões de euros o valor que pretende levantar esta terça-feira nos mercados de dívida pública. O montante fica no topo das previsões dos analistas mas “não é surpreendente tendo em conta as condições favoráveis no mercado para a dívida dos países periféricos”, diz o Newedge Strategy.

A informação de que serão emitidos três mil milhões é avançada pela agência Bloomberg, que cita fonte próxima do processo. Segundo apurou o Negócios, a procura atingiu  valores próximos de 9 mil milhões de euros, superando assim três vezes a oferta .

O que indica que a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) já tem assegurada a procura necessária para concluir a emissão de dívida a 10 anos, apoiada em sindicato bancário.

Barclays, BES, Citi, Crédit Agricole, Société Générale e RBS foram os bancos contratados por Portugal para realizar esta emissão.

De acordo com a agência Bloomberg, a taxa de juro implícita na emissão poderá rondar os 5,1%, tendo em conta o “spread” definitivo (320 pontos base) e a taxa de juro de referência do euro (contractos “mid swap”) a 10 anos.

No mercado secundário os títulos de dívida a 10 anos negoceiam esta terça-feira com uma “yield” de 4,98%, em queda de 1 ponto-base face à véspera. Na primeira emissão de dívida a 10 anos desde que solicitou assistência financeira, concretizada em Maio do ano passado, Portugal pagou um juro de 5,669%. Na altura colocou 3 mil milhões de euros e a procura superou os 10 mil milhões de euros.

Com a emissão desta terça-feira poderá ficar praticamente concluído o financiamento necessário para 2014 e o IGCP pode começar a pensar nas necessidades de 2015 e na acumulação de reservas de tesouraria que, segundo alguns analistas, poderão colocar o País numa situação em que pode prescindir de pedir um programa cautelar até Maio.

 

Fonte: Negócios

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