Portugal alcançou a melhor classificação dos últimos três anos na lista de países com maior liberdade económica, segundo o estudo anual da Heritage Foundation em parceria com o Wall Street Journal, hoje divulgado.

Com uma pontuação de 63,5, 0,4 pontos acima de 2013 e situado na 69.ª posição entre a França abaixo e o Montenegro acima, os autores do ‘ranking’ lembram que a classificação da liberdade económica de Portugal ao longo dos 20 anos em que o estudo se realiza “tem sido estagnada, na melhor das hipóteses”.

“Ganhos significativos na abertura do mercado e na eficácia regulatória têm sido minados por declínios nos direitos de propriedade e na gestão das finanças públicas e por um nível de liberdade laboral muito abaixo da média”, pode ler-se no Índice de Liberdade Económica.

Os autores da secção relativa a Portugal consideram que “reformas legislativas de curto prazo não têm sido implementadas de forma eficaz” e que os “esforços em curso se têm focado na redução do ineficaz e sobredimensionado sector público, na melhor gestão das finanças públicas e na reforma das empresas estatais geradoras de prejuízos”.

“Contudo, a economia permanece sobrecarregada por interferência política, corrupção, um mercado de trabalho rígido e pela incerteza na zona euro”, ressalva a Heritage Foundation.

Portugal verificou uma quebra em três indicadores, segundo o índice para 2014, sendo eles a liberdade monetária, a despesa governamental e a liberdade fiscal, duas das áreas em que tem pior desempenho, em conjunto com a questão do mercado laboral.

Na edição em que assinala os seus 20 anos, o índice da Heritage Foundation, centro de investigação conotado com a direita conservadora dos EUA, em colaboração com o Wall Street Journal, indica que, em média, a liberdade económica no mundo aumentou 0,7 pontos no último ano e 2,7 pontos face a 1995.

“A média global de liberdade económica no índice de 2014 é de 60,3, a mais alta nos 20 anos de história do índice”, pode ler-se nas conclusões do relatório.

Abrangendo 186 países, que representam 99% da população mundial, o índice analisa o compromisso dos países com 10 liberdades – desde o direito de propriedade, a intervenção governamental limitada ou a abertura aos mercados – e classifica os países com valores que vão de 1 a 100.

No topo surge Hong Kong, com 90,1, na base a Coreia do Norte, com 1,0.

 

Fonte: Sol

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