Risco de Portugal subiu nas últimas quatro sessões, período em que as taxas espanholas aliviaram consecutivamente.

A taxa de juro implícita sobre as obrigações a 10 anos do Tesouro português mantém-se hoje, pela quarta sessão consecutiva, acima da barreira psicológica dos 7% – está nos 7,112%. Nos restantes prazos, apenas a quatro e a seis anos se registam descidas.

Portugal continua assim a divergir da recente diminuição do risco associado à dívida de Espanha, o maior parceiro comercial nacional, que desceu para valores inferiores às taxas italianas.

A ‘yield’ espanhola a 10 anos alivia hoje para 4,507% em mercado secundário. É a quarta descida consecutiva, que mantém este indicador de risco abaixo da taxa italiana a 10 anos, de 4,529%.

O diferencial entre o juro espanhol e o português a 10 anos está hoje nos 260 pontos base, um máximo de dois meses.

Madrid tem beneficiado de melhores perspectivas económicas – o Governo prepara-se para rever em alta as estimativas para 2014 -, e da possibilidade de uma nova crise política em Roma se o Senado decidir expulsar Sílvio Berlusconi.

Já os indicadores de risco de Portugal agravaram-se nas últimas sessões, em vésperas de se iniciar a oitava e nova avaliações da ‘troika’ e de se fechar o Orçamento do Estado para 2014.

 

Fonte: Económico

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