Portugal quer aproveitar a primeira janela de oportunidade e, na próxima quarta-feira, vai realizar uma emissão de dívida de longo prazo, a segunda desde o arranque do ano e a primeira desde a saída da troika.

O objetivo do IGCP, liderado por João Moreira Rato, é o de captar entre 500 a 750 milhões de euros em Obrigações do Tesouro a 10 anos na quarta-feira, dia 11 de junho.

Depois da chegada da “troika” a Portugal, o Tesouro realizou uma emissão a 10 anos em maio de 2013, quando emitiu três mil milhões de euros a taxa de juro anual de 5,65%.

No entanto, estas emissões foram sindicadas, ou seja com o Estado a mandatar vários bancos para colocarem os títulos. A primeira emissão sem recurso a sindicato bancário desde 2011 foi feita a 23 de abril passado, com o IGCP a colocar 750 milhões em obrigações com o prazo de dez anos ao juro mais baixo desde 2005.

Ou seja, esta será a segunda colocação de OT depois de em Abril ter regressado regularmente ao mercado e depois de ter concluido o resgate em maio passado.

O prémio de risco de Portugal tem registado uma forte queda e prolongou essa trajectória depois de o Governo ter anunciado que o país ia fazer uma ‘saída limpa’ do resgate da UE e do Fundo Monetário Internacional (FMI) e passar a financiar-se plenamente nos mercados sem o apoio de uma linha cautelar.

Apesar dos recentes ‘chumbos’ do Tribunal Constitucional a medidas de austeridade, que lançaram dúvidas sobre a estratégia de consolidação orçamental do país, as ‘yields’ de Portugal têm acompanhado as suas congéneres da periferia, não tendo o prémio de risco sofrido grandes perturbações.

 

Fonte: Dinheiro Vivo

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