Portugal regressou hoje, com sucesso, ao mercado primário de dívida. Além de ter colocado o montante máximo previsto, de mil milhões de euros, o IGCP viu os custos do financiamento baixarem para mínimos, naquela que foi a primeira emissão de dívida sob a liderada de Cristina Casalinho.

Contas feitas, a agência que gere a dívida pública colocou mil milhões de euros a 3 a 12 meses, o montante máximo previsto tendo em conta que o objetivo passava por captar entre 750 milhões e mil milhões de euros.

Na linha a 3 meses, o IGCP vendeu 200 milhões de euros com uma taxa de juro de 0,097% e com a procura a ser 3,35 vezes superior à oferta. A última vez que o país emitiu dívida com este prazo foi a 18 de junho, altura em que pagou um juro de 0,18% para colocar 500 milhões de euros e com o rácio da procura a ser de 1,6 vezes.

Já na linha a 12 meses, o país captou 800 milhões de euros com um custo de financiamento de 0,216% e com a procura ser 1,79 vezes superior à oferta. A última emissão comparável aconteceu no passado dia 16 de julho, dia em que Portugal colocou 850 milhões de euros a uma taxa de 0,453% e com o rácio a ser de 2,1 vezes.

Com estas taxas registadas na primeira emissão sob a nova presidência liderada por Cristina Casalinho, depois da saída de João Moreira Rato para o Novo Banco, o IGCP continua a conseguir manter a tendência de queda dos custos de financiamento e a fixar novos mínimos históricos.

 

Fonte: Dinheiro Vivo

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