O país colocou com sucesso o montante máximo que tinha previsto, 1,25 mil milhões de euros, com taxas de juro em linha com últimas emissões.
Portugal colocou hoje 1,25 mil milhões de euros no mercado, o montante máximo que tinha proposto. A operação foi um teste importante ao interesse dos investidores em dívida pública portuguesa, depois da crise Espírito Santo ter abalado, durante vários dias, a confiança nos activos nacionais.
O país emitiu 400 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a seis meses, com a taxa de juro média a cair para quase metade à da última emissão comparável, em Março deste ano. Portugal vai pagar 0,243%, o que compara com os 0,438% exigidos pelos investidores há quatro meses. A procura para esta linha excedeu a oferta em 2,46 vezes, bastante inferior no entanto à registada em Março, que atingiu as 4,6 vezes.
Já na linha a 12 meses, a taxa de juro média subiu ligeiramente, de 0,364% em Junho para 0,453%, com a procura a superar em 2,05 vezes a oferta, acima ddas 1,3 vezes na emissão comparável.
Filipe Silva, director da Gestão de Activos do Banco Carregosa, considera que: “Portugal conseguiu, mais uma vez, boas taxas para se financiar no curto prazo. Os investidores mantêm o interesse em investir em dívida de curto prazo e os níveis de procura demonstram esse interesse. As taxas saíram em linha com as que estão a ser praticadas. Em Junho passado Portugal fez uma emissão a 3 meses (com vencimento em Setembro próximo) em que pagou 0,18%. Portanto, hoje conseguir colocar dívida a 6 meses a 0,24% é bastante positivo. A 6 meses a taxa ficou abaixo da da última emissão, que tinha tido uma taxa de 0,43%. Já na de 12 meses, a taxa subiu – tinha sido de 0,36% no último leilão para este prazo – mas é uma subida marginal.”
Fonte: Económico