Com a saída do Estado dos CTT, o encaixe com as privatizações executadas na presente legislatura ascendeu a 7,446 mil milhões de euros. Um valor superior em dois mil milhões ao acordado com a troika.

A meta de privatizações fixada pela troika previa um encaixe de 5,5 mil milhões de euros, que foi largamente ultrapassado pelo Executivo de Pedro Passos Coelho.

Com a conclusão do processo de privatização do capital dos CTT que a Parpública ainda detinha, comunicado hoje ao mercado e que gerou um ganho de 343 milhões de euros, com 31,5% do capital a ser vendido por 7,25 euros por acção, o encaixe total com a venda de 100% dos Correios chegou aos 909 milhões de euros.

A este valor acrescenta-se o ganho de 21% da EDP vendidos aos chineses da China Three Gorges, que rendeu 2, 7 mil milhões de euros. A alienação de 40% da REN – à State Grid e à Oman Oil -, representou um encaixe de 592 milhões e a segunda fase de privatização da empresa, já este ano, gerou outros 157 milhões de euros. Já a compra da ANA pelos franceses da Vinci foi concretizada por 3,08 mil milhões de euros.

Também fechada está a subconcessão dos terrenos dos ENVC à Martifer, por 415 mil euros anuais até 2031, o que renderá cerca de 7,5 milhões de euros.

Por concluir está a venda da EGF, empresa gestora de resíduos, detida pela Águas de Portugal (AdP); as propostas já foram entregues e na linha da frente está a Mota-Engil, que oferece 149,9 milhões de euros por 100% da empresa.

Falta ainda vender a TAP, onde se destaca o interesse do empresário Pais do Amaral, já formalizado junto do Governo, como noticiou hoje o Económico.

A concessão das empresas públicas de transportes de Lisboa e do Porto está a decorrer mas ainda não há caderno de encargos com valores finais. E, por lançar, está o processo da CP Carga.

Foi também concluída a venda da Caixa de Seguros, avaliada em mil milhões de euros, mas o encaixe com esta privatização é para a Caixa Geral de Depósitos, não entrando nas contas do Tesouro.

 

Fonte: Económico

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