Agência europeia atribui entre 150 mil e 3,5 milhões de euros por projecto.
Se 150 mil euros podem fazer diferença no desenvolvimento de um projecto científico, 3,5 milhões de euros fazem, com certeza, toda a diferença. O presidente do Conselho Europeu de Investigação (ERC) veio a Lisboa, no passado dia 25 de Setembro, informar que o financiamento a atribuir a cada projecto se encontra entre este intervalo de valores. Jean-Pierre Bourguignon falava no ERC Special Day, um dia de debate que serviu para dar a conhecer alguns projectos portugueses premiados e discutir a ciência e o seu financiamento.
O European Research Council já financiou cerca de 4.500 projectos, entre mais de 43 mil candidaturas. Desde a sua fundação, em 2007, Portugal já conseguiu assegurar 34 bolsas ERC, o que representa um total de financiamento de mais de 53 milhões de euros.
Os financiamentos atribuídos a investigadores em Portugal correspondem a uma taxa de sucesso de aproximadamente 6%, um número inferiorao dos restantes países europeus, cuja média é de 13%. Mas nem isso ensombra o sucesso de muitos dos investigadores, como os que foram apresentar os seus projectos ao Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa: Henrique Veiga (Instituto de Medicina Molecular), Adélio Mendes (FEUP, da Universidade do Porto), Sofia Aboim (Instituto de Ciências Sociais), António Jacinto (CEDOC – Universidade Nova de Lisboa).
De todas as bolsas que o European Research Council atribuiu a projectos portugueses, seis foram para Fundação Calouste Gulbenkian, quatro para o Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa, e quatro para a Fundação Champalimaud. E só um dos projectos da Fundação Champalimaud já arrecadou 2,32 milhões de euros em cinco anos. O projecto proposto, em 2009, pretende analisar o efeito da serotonina no cérebro.
Fonte: Económico