Bruxelas considera que o Governo não cumpriu o prazo de até Junho fechar a contratação das empresas que vão fazer a recuperação dos créditos do ex-BPN, mas prevê que tal aconteça até “meados de 2013”.
Na avaliação da missão da Comissão Europeia à sétima avaliação do programa de resgate português, aparece como “não cumprido” a parte relativa ao concurso de contratação de empresas que vão tentar recuperar os 3,6 mil milhões de euros de créditos que estão na Parvalorem (uma das sociedades-veículo que absorveu activos tóxicos do BPN), concurso que foi lançado no início do ano e que deveria ficar fechado até final do primeiro semestre deste ano.
Este é aliás, o único ponto relativo ao setor financeiro em que aparece a expressão “não cumprido”. Em todos os outros, Bruxelas diz que foi cumprido o acordado, caso dos rácios de capital da banca ou da execução pelos bancos dos resultados das inspecções do Banco de Portugal. Aparece ainda como “parcialmente cumprido” o estudo sobre emissão conjunta de dívida pelas Pequenas e Médias Empresas (PME), de modo a melhorarem o seu financiamento.
Ainda sobre o concurso para a gestão de créditos da Parvalorem, a Comissão Europeia diz que o concurso deverá ficar fechado “o mais tardar” em “meados de 2013”. As empresas que ficarem com esta tarefa irão receber “incentivos adequados para maximizar as recuperações e minimizar os custos operacionais”.
O documento hoje conhecido diz ainda que o Governo deve gerir atempadamente os activos do ex-BPN que estão nas outras duas sociedades-veículo: Parups (veículo que agrupa património imobiliário) e Parparticipadas (agrega empresas que foram nacionalizadas junto com o BPN mas que na privatização, não passaram para o BIC, caso do Banco Efisa).
No início do ano, o Governo lançou um concurso para contratar até final do primeiro semestre empresas de reestruturação para gerir os 3,6 mil milhões de euros de créditos do BPN que estão actualmente na Parvalorem.
Actualmente, o Governo está já na fase de decidir a quem atribuir a gestão dos créditos.
De acordo com a imprensa há seis candidatos à gestão e cobrança destes créditos em incumprimento ou em risco: Whitestar, Servedebt, consórcio Finangeste & Intrum Justitia, consórcio Finsolutia e a Pricewaterhouse Coopers, consórcio Summest e Hipoges Ibéria e a Logimer.
Os créditos estão divididos em quatro lotes, pelo que os candidatos puderam apresentar candidaturas a todos ou a apenas alguns lotes. Nesses lotes, há créditos a empresas com e sem colaterais e créditos a particulares com e sem colaterais.
Fonte: Sol