O barril de brent está bem abaixo da barreira psicológica dos 90 dólares. Economistas divididos sobre um eventual corte de produção por parte da OPEP.

O brent negociou esta manhã em 88,47 dólares o barril, menos 1,93% do que na sexta-feira. Este é o valor mais baixo dos últimos quatro anos. Perante os dados, o economista-chefe da Societe Generale para o petróleo disse à Bloomberg que o mais provável é que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) corte a produção. Mas a opinião não é unânime.

“O que a Arábia Saudita estará neste momento a avaliar é quanto do ajustamento do preço representa uma fragilidade temporária dos fundamentais da economia, e quanto será uma mudança estrutural no mercado do petróleo, por causa dos Estados Unidos”, explicou o analista Mike Wittner, à agência de notícias. A OPEP vai reunir-se a 27 de Novembro em Viena e a Societe Generale antecipa um corte de mil barris de petróleo por dia.

O economista do banco francês defende que o facto de a Arábia Saudita não ter ainda reagido à baixa dos preços mostra que não estará disponível para rever os níveis de produção sozinha. Normalmente, os restantes países da OPEP seguem o movimento decidido pela Arábia Saudita.

A quebra dos preços acentuou-se com o abrandamento da economia mundial e depois do aumento de produção decidido pela OPEP no mês passado, para os níveis mais elevados dos últimos três anos.

Mas a pressionar os preços em baixa está também a subida da produção de petróleo por parte dos Estados Unidos e da Rússia. Por enquanto, os países da OPEP têm optado por cortar os preços do barril, demonstrando que estão disponíveis para lutar pela manutenção da sua quota de mercado.

O Iraque, o segundo maior produtor de petróleo da OPEP, já reviu os preços em baixa, mas ainda não alterou a produção. O Irão e Kuwait também cortaram os preços de exportação.

 

Fonte: Económico

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