A produção de seguro directo aumentou 20,2% em 2013 face a 2012 para 13 mil milhões de euros, num ano em que caíram os seguros automóveis e de acidentes de trabalho, segundo os dados do Instituto de Seguros de Portugal (ISP).

Do total de 13.103 milhões de euros de produção de seguro directo de 2013, a maior parte veio do ramo vida, com 9.245 milhões de euros, num aumento de 33,6% face a 2012. Já a produção de seguros não vida caiu 3,1% para 3.858 milhões de euros, segundo a informação hoje divulgada pelo regulador do mercado segurador.

Em 2012 e 2011, tinha havido uma quebra significativa na produção de seguros, de 6,4% e 28,7%, respectivamente.

Ainda em 2013, nos seguros dos ramos vida, o maior aumento foi dos seguros de vida, que cresceram 51,8% para 7.312 milhões de euros, enquanto os seguros ligados a fundos de investimento caíram uns ligeiros 1,3% para 1.928 milhões de euros e as operações de capitalização cederam 97,1% para 4.330 euros.

“Apesar do actual contexto económico, o ramo Vida cresceu significativamente, face aos dois últimos anos. Saliente-se a recuperação do peso dos planos de poupança reforma (PPR), que em 2013 representaram cerca de 11,8% da produção do ramo Vida (10,3% em 2012), com a sua produção a aumentar 38%”, lê-se no documento divulgado pelo ISP.

Nos seguros não vida, as principais modalidades que contribuíram para a queda em 2013 foram os seguros automóvel, que recuaram 5,8% para 1.478 milhões de euros, e os seguros contra acidentes de trabalho, que cederam 8% para 511 milhões de euros. Também os seguros para acidentes e doenças cederam 2,3% para 1.232 milhões de euros.

Quanto às seguradoras, o ISP diz que o grupo Caixa Geral de Depósitos, apesar de manter liderança no ramo vida, tem vindo a perder importância relativa, destacando o aumento da “quota de mercado dos grupos Espírito Santo e Millennium bcp Ageas, bem como o regresso do grupo BPI ao conjunto dos cinco maiores grupos”. Nos ramos não vida, o grupo CGD continua na liderança, embora haja também uma tendência de diminuição da quota de mercado.

Já quanto às empresas de seguro, o ISP disse que em 2013 registou-se a diminuição de duas empresas no sector, sendo agora 77 as que operam no mercado português.

 

Fonte: Sol

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