Com um resultado líquido de 440 milhões de euros, o mercado segurador registou uma subida de 28,5% na sua produção nos primeiros seis meses do ano. O comportamento positivo do Ramo Vida foi o principal responsável por este fenómeno
Os portugueses parecem ter optado pelo reconciliação com os poupanças através de produtos de seguros, já que depois de dois anos de sucessivas quebras, o Ramo Vida voltou a apresentar uma evolução positiva. O último relatório da atividade seguradora, divulgado este mês pelo Instituto de Seguros de Portugal, revela que a produção de seguro direto do ramo Vida da empresas sob sua supervisão aumentou, no primeiro semestre deste ano, em mais de 1,3 mil milhões de euros, somando 3,9 mil milhões de euros. Os contratos de investimento, cuja produção mais que duplicou, e os planos poupança reforma foram os produtos que registaram subidas mais significativas nos primeiros seis meses de 2013.
No Ramo Não Vida, a produção do primeiro semestre sofreu uma quebra de 4%, confirmando o impacto que o atual contexto económico tem no poder de compra dos portugueses e, logo, na sua predisposição para subscrever seguros. Os ramos obrigatórios – Automóvel e Acidentes de Trabalho – continuam a revelar sucessivos comportamentos negativos. Só em Acidentes de Trabalho, a quebra ultrapassou os 10% e atingiu o valor produtivo mais baixo dos últimos anos, com 229 milhões de euros. Em causa está, sobretudo a redução da massa salarial segurável decorrente do aumento do desemprego. No ramo Automóvel, os prémios brutos emitidos no primeiro semestre decresceram 6,2% face ao período homólogo do ano passado. Já o ramo Doença consegue, este ano, inverter o ligeiro decréscimo registado no início do ano passado e vê a sua produção subir 2,9%, para os 301 milhões de euros.
Das 42 empresas supervisionadas pelo ISP, 34 conseguiram apresentam resultados líquidos positivos, com o setor a fechar o primeiro semestre com um resultado líquido global de 440 milhões de euros. Neste período, a taxa de cobertura da margem de solvência destas foi de 242%.
Fonte: Oje