Auditora quer conhecer resultado dos três inquéritos internos a alegações de corrupção em investimentos da petrolífera. Parceira da Galp adiou por quase um mês apresentação dos números do trimestre.

A investigação interna aos indícios de irregularidades em investimentos da Petrobras levou a PricewaterhouseCoopers a recusar-se a assinar as contas trimestrais da petrolífera e obrigou a empresa a adiar por quase um mês a apresentação das contas, alegando que o resultado dos inquéritos pode obrigar a ajustamentos na contabilidade.

Segundo o jornal “O Globo”, a parceira da Galp na exploração de petróleo em sete bacias no Brasil vai explicar na segunda-feira o adiamento da divulgação – que devia ter acontecido até hoje, data limite estabelecida pelo regulador brasileiro CVM – para 12 de Dezembro.

A empresa refere ainda em comunicado que vai proceder a possíveis ajustamentos de contabilidade com base nas denúncias e investigações relacionadas com a operação de combate à corrupção “Lava-Jato”. Em causa estão inquéritos internos abertos para avaliar as condições da compra da refinaria de Pasadena (EUA) e nas obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro e da refinaria Abreu e Lima em Pernambuco.

A operação “Lava-Jato” – que investiga desvios e lavagem de dinheiro, muitos dos quais relacionados com obras da Petrobras – vai na sétima fase e esta sexta-feira serão cumpridos pela Polícia Federal 27 novos mandados de prisão, entre os quais para directores que recebiam comissões.

Um dos detidos na operação de hoje foi o ex-director de Serviços da Petrobras, Renato Duque. As sedes das construtoras Mendes Júnior, Odebrecht e Camargo Correa também foram alvo de buscas. “É o dia do juízo final”, como referiu ao jornal uma fonte ligada ao processo.

Ao todo as investigações recaem sobre lavagem de dinheiro no valor de 10 mil milhões de reais (3 mil milhões de euros) envolvendo contratos e negócios da Petrobras.

As acções da Petrobras fecharam a sessão de ontem a desvalorizar 3,61% para 13,6 reais.

Nas primeiras horas da sessão desta sexta-feira, as acções ordinárias da empresa afundam 5,18% para 12,45 reais.

 

Fonte: Económico

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