Estudo revela que a maioria dos estudantes acredita que a sua geração é mais competente do que a dos seus pais para resolver os problemas de Portugal. Os partidos políticos e a justiça são as duas instituições que mais precisam de ser reformadas, segundo os inquiridos.

A maioria dos estudantes universitários acredita que Portugal vai ser um país melhor para se viver em 2020 do que actualmente. No entanto, apesar das melhorias, quase metade acredita que vai estar a viver noutro país daqui a seis anos.

Estas são algumas das principais conclusões do estudo “Geração 2020 – O futuro de Portugal aos olhos dos universitários”, elaborado pela consultora de comunicação Imago-Llorente e Cuenca e a Universidade Católica Portuguesa.

O estudo inquiriu mais de 1.100 indíviduos com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos, sendo na sua maioria estudantes universitários do Norte a Sul do país.

A maioria dos inquiridos (63%) considera que Portugal vai ser em 2020 um país melhor para viver do que actualmente, com os restantes (38%) a considerarem que não.

Mas apesar deste optimismo, quase metade dos estudantes (46%) acreditam que vão estar a viver fora de Portugal daqui por seis anos. Contudo, a maioria diz que vai continuar no país (54%) em 2020.

Partidos e justiça precisam de ser reformados

Sobre as instituições que mais precisam de mudar para fazer de Portugal um país melhor em 2020, a resposta dos jovens é peremptória: os partidos políticos (93%) e a justiça (90%). É de sublinhar também a descrença na Europa (50%), sendo esta a terceira instituição que os jovens consideram que mais precisa de ser mudada.

Por outro lado, os estudantes acreditam que existem várias instituições que são capazes de fazer mais para tornar Portugal num país melhor em 2020, como as universidades (81,4%), seguidas da família (60%) e da Europa (46%). Destaque para a grande confiança que os jovens revelaram em si próprios para fazer de Portugal um país melhor (63,7%), acreditando que eles próprios são uma força motriz para mudar o país para melhor.

O estudo revela que a maioria dos estudantes (59,8%) considera que está mais bem preparada para resolver os problemas de Portugal do que a geração dos seus pais. Esta resposta pode ter assim duas interpretações: os inquiridos podem estar a revelar a sua auto-confiança ou podem estar a criticar a geração anterior, revela o estudo.

Educação e economia são essenciais para o futuro

O estudo – que tem como autores Filipe Nogueira da Imago-Llorente e Cuenca e o professor Peter Hanenberg da Universidade Católica Portuguesa – aponta que existem duas áreas que são decisivas para Portugal no futuro: a educação (68,6%) e a economia (65,3%). Segue-se a política (30%), cultura (27%) e solidariedade (9%).

Entre um leque de 19 expressões – tanto positivas como negativas – que os jovens mais associam a Portugal em 2020, existem duas que se destacam, com mais de 50%. Por um lado, a esperança (52%); por outro, a emigração (50%).

Destaque para as pontuações elevadas obtidas pelas expressões desemprego (37%), solidariedade (35%), pobreza (30%) e corrupção (28%).

 

Fonte: Negócios

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