O regulador do mercado de capitais britânico, a FCA, anunciou hoje que proíbe de forma temporária o short-selling sobre algumas ações portuguesas. A mesma medida já tinha sido ontem tomada pela CMVM.

De acordo com a FCA, a proibição da venda a descoberto de títulos incide sobre o BCP, o BES e a Sonae Indústria. A medida vai durar até à meia-noite desta quinta-feira.

A FCA justifica a proibição com a recente e forte volatilidade que se tem verificado quer na Bolsa de Lisboa quer na praça londrina, e com a necessidade de prestar assistência ao supervisor português.

A CMVM decidiu ontem proibir, na sessão desta quinta-feira, o short-selling’ das ações do BCP, BES, Banif e Sonae Indústria. A medida pode ser prolongada por mais um ou dois dias.

O facto destes quatro títulos terem afundado mais de 10% na sessão de quarta-feira está na origem desta decisão tomada pelo supervisor do mercado de capitais. Enquanto que o Banif tombou 14%, o BCP afundou 13%, o BES 12% e a Sonae Indústria 10%.

Esta proibição será imposta na sessão de quinta-feira, sendo que CMVM poderá prolongar a medida por mais um ou dois dias.

O short-selling (venda a descoberto de ações) permite ao investidor vender ações que pediu anteriormente emprestadas, com o objetivo de obter mais-valias com a desvalorização de determinado título. Ou seja, é apostar na queda de uma cotada, pressionando negativamente os títulos e poderá ter estado na base da forte queda registada pelas ações do sector financeiro.

Na prática, a venda curta significa vender títulos que não tem em carteira, com o objetivo de recomprar os títulos a um preço mais baixo, obtendo mais-valias.

Fonte: Dinheiro Vivo

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