A fusão entre a Portugal Telecom e a Oi não está em risco, mas o Governo brasileiro admite que os termos da fusão entre as duas empresas poderão ser revistos em caso de incumprimento da Rioforte.
“Tem uma operação que vence amanhã [15 de julho]. Se o dinheiro voltar, tudo certo, se não voltar, é evidente que o BNDES e os outros acionistas vão querer discutir a operação de fusão e a sua fatia na companhia. Esta situação certamente atingiu fortemente um dos sócios”, disse ontem o ministro brasileiro, Paulo Bernardo, citado pela Reuters.
O ministro também pediu esclarecimentos sobre a fusão ao BNDES, à Oi e à Anatel (regulador das telecomunicações. “As notícias que vejo na imprensa não são boas”, disse. “Precisamos de saber o que aconteceu para saber o que será feito”, acrescentou Paulo Bernardo, citado pela Valor Econômico. Mas questionado sobre se considerava que a fusão entre as duas operadoras estava em risco, o ministro das comunicações considerou que não.
De acordo com a Valor Econômico, os sócios da PT, que não querem ver reduzida a sua participação, terão ainda proposto prolongar a maturidade da aplicação financeira empurrando o problema para uma altura em que o GES consiga arranjar recursos para saldar dívida para com a PT.Outra hipótese, adianta a publicação brasileira, é ajustar-se o valor da participação com base na perda registada pela PT, “abrindo espaço para que a tele possa retomar a fatia inicialmente definida pela fusão se recuperar o dinheiro”.
A imprensa brasileira tem apontado que o incumprimento da Rioforte poderá levar a uma redução da participação da PT na CorpCo dos 37% atualmente previstos, para 20%.
Hoje saber-se-à de forma definitiva se vai haver ou não incumprimento. Amanhã o Conselho de Administração da PT volta a reunir.
Fonte: Dinheiro Vivo