A percepção de risco de Portugal junto dos investidores continua a cair no mercado secundário, com a taxa das obrigações a dez anos a ceder para novo mínimo de sempre.

A “yield” associada à dívida a dez anos caiu esta manhã para os 2,936%, fixando um novo recorde mínimo, numa sessão em que as taxas associadas às restantes maturidades nacionais também descem.

Isto acontece num cenário amplamente positivo para o mercado de dívida português. Em termos nacionais o IGCP concretizou ontem uma nova incursão no mercado primário bem-sucedida com uma emissão de dívida a vencer em 2020. E no palco internacional a Reserva Federal norte-americana veio dar suporte extra ao declarar-se mais prudente na intenção de subir os juros de referência nos EUA no início do próximo ano.

Adicionalmente, os investidores tentam antecipar uma eventual subida do ‘rating’ da parte da Fitch, que amanhã poderá retirar a dívida soberana portuguesa do ‘lixo’, o que acontecerá pela primeira vez desde Novembro de 2011.

Também os juros implícitos na dívida a dez anos espanhola e italiana afundam hoje para níveis mínimos recorde. A “yield” das obrigações espanholas desliza para os 2,06%, ao mesmo tempo que Itália registava um juro de 2,29%. Ainda na periferia, a taxa das obrigações irlandesas seguiam em queda para os 1,639%.

“Este “rally” tem a ver com um Fed mais expansionista”, referiu Peter Chatwell, estratega do Credit Agricole, à Bloomberg. “O Fed cita riscos na economia global, mas neste momento são os riscos na Europa que estão no centro do mundo”, acrescentou.

 

Fonte: Económico

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