Em breve, centenas de empresas de todo o mundo poderão estar a gerir os seus escritórios com uma aplicação feita em Portugal. A Avila Business Centers pretende lançar a versão internacional da sua aplicação, MyOffice, até ao final do primeiro trimestre de 2014. E o Rockefeller Group é um dos primeiros a testar a aplicação, nos seus escritórios em Nova Iorque e São José (Califórnia).
“Estamos centrados na internacionalização da aplicação”, explica ao Dinheiro Vivo o CEO da Avila Business Center, Carlos Gonçalves, apontando para um crescimento de 30% na faturação em 2014 com o lançamento. “Temos parceiros em vários pontos do globo que estão a testar a aplicação e as coisas estão a correr bem.” Além do Rockefeller Group, a app está a ser testada pelo centro de escritórios Castellana Center, em Madrid, e pelo centro Futurizando, no Rio Grande do Sul.
“Por a internacionalização ser uma opção para um grande número de empresas portuguesas, consideramos que esta plataforma de escritório virtual tem um potencial cada vez maior, pelo facto de os nossos clientes que se querem internacionalizar poderem utilizar esta aplicação”, adianta Carlos Gonçalves. A MyOffice internacional será lançada como ‘software-as-a-service’.
E o que faz? Permite gerir o escritório no telemóvel, com todas as funcionalidades de secretariado virtual – receber contactos, correspondência, notificações. “Têm um escritório na ponta dos dedos.”
A empresa portuguesa, que tem espaços de co-working em Lisboa e serviços de escritório virtual, está a testar a aplicação para perceber se se adapta às culturas de cada país e se a tecnologia funciona sem problemas. A app está em português, inglês e espanhol e por isso os mercados que a Avila vai privilegiar são os Estados Unidos, Reino Unido, Brasil, Espanha e América Latina.
“Vamos lançar a aplicação com várias opções, sendo que depois cada centro de escritórios escolhe. As funcionalidades estão lá e os centros usam conforme o mercado e a cultura. Estamos a falar da relação entre o secretariado e a empresa – os nossos parceiros são o secretariado dos vários clientes que têm.”
O modelo de negócio é cobrar uma licença de 100 euros por mês, por centro de escritórios, independentemente do número de clientes e do número de notificações.
“O caso espanhol é muito interessante. Eles falaram connosco porque têm vária empresas clientes portuguesas”, revela Carlos Gonçalves. “Para as empresas portuguesas, é uma excelente vantagem poder usar uma plataforma como esta. Estão sempre em contacto com o seu escritório virtual, aqui em Portugal ou em noutra parte do mundo.” Ou seja, numa plataforma consegue gerir várias filiais e fazer o acompanhamento em tempo real. “Acreditamos que é um produto que reforça a eficiência das empresas por um preço bastante acessível, estamos a falar no nosso caso de valores a partir dos 60 euros por mês.”
No total, a Avila Business Center tem 420 empresas clientes, em que a média é de 2 a 3 pessoas por organização.
Fonte: Dinheiro Vivo