Ir passar o Natal a Nova Iorque, visitar os estúdios de cinema em Hollywood ou passar férias na idílicas praias de Miami pode ser uma possibilidade para muitos portugueses em breve se a promessa do dono da companhia aérea Ryanair se vier a concretizar.

“Esta vai ser uma oportunidade única para entrar de forma arrasadora nos serviços transatlânticos. Estas tarifas deverão começar nos 10 dólares ou nos 10 euros”, afirmou Michael O’Leary ontem, citado pela Reuters.

A promessa foi feita na feira aeronáutica de Paris, em Le Bourget, e actualmente só está dependente de dois factores: A compra de mais e maiores aeronaves, entre 30 a 50 aparelhos, por parte da empresa e a possibilidade da transportadora ganhar novas bases na Europa e nos Estados Unidos.

“Existe uma oportunidade com a abertura dos céus da União Europeia e dos Estados Unidos, em grande escala, ligando 15 a 20 cidades europeias com  15 das grandes norte-americanas”, explicou o CEO da Ryanair. “Mas para isso é necessário uma frota de 30, 40, 50 aviões e não de dois, quatro ou seis”, acrescentou.

A entrada de uma companhia de baixo custo no mercado transatlântico não seria totalmente inovadora: No final da década de 70 a Laker Airways efectuou voos entre Londres e Nova Iorque, até ter declarado falência em 1982, devido ao ambiente de forte recessão económica, o que obrigou também as companhias transatlânticas de bandeira a reduzir os preços dos bilhetes para aumentar a procura.

Caso os voos transatlânticos descolem, Michael O’Leary anunciou que os passageiros vão ter direito a serviço premium, à semelhança da Emirates ou da Qatar Airways: “Pelo menos 15% do público está disposto a pagar pelo luxo e teríamos de ser loucos se abdicássemos disso”.

No entanto, fica por saber se o anúncio do CEO da transportadora irlandesa não passa de publicidade gratuita ou de verdadeira intenção. Afinal, o excêntrico líder da Ryanair já anunciou no passado a cobrança de um euro pelo uso dos sanitários durante o voo; a cobrança de tarifas extras aos passageiros mais pesados; ou os passageiros passarem a voar de pé nos trajectos mais curtos.

Fonte: Dinheiro Vivo

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