O governador do Banco de Portugal afirmou hoje que o financiamento à economia não se irá regularizar “se as empresas portuguesas não tiverem capacidade para o receber”.

Como explicou na terceira Conferência TSF/Reuters, “as empresas têm autonomia financeira muito baixa”, com um “rácio de autonomia de 17%”, o que representa “empresas fortemente dependentes de capitais alheios”.

Carlos Costa admite que “os bancos têm como negócio emprestar dinheiro e é a função deles emprestar dinheiro. Não o fazem porque ou não têm liquidez ou têm uma percepção de risco”. Percepção esta que não irá terminar sem que as empresas consigam retomar o seu funcionamento normal, no entendimento do governador.

“O reforço de capital necessário para trazer a autonomia financeira até esse limiar de 30% seria da ordem dos 18,4 mil milhões de euros, o equivalente a 11% do PIB”.

Apesar de tudo, Carlos Costa lembra que “o crédito tem estado a crescer no setor exportador, mais 4% variação homóloga”.

Fonte: Dinheiro Vivo

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