O grupo de aglomerados de madeira está a preparar uma operação de aumento de capital.

A Sonae Indústria apresentou um prejuízo de 38 milhões de euros no primeiro semestre deste ano, um agravamento de 29% face ao período homólogo de 2013. O grupo de aglomerados de madeira gerou um EBITDA recorrente de 42 milhões nos primeiros seis meses do ano, menos 4% que no primeiro semestre de 2013. Já o EBITDA total aumentou em dois milhões para 37 milhões, influenciado negativamente pelos custos da reestruturação e positivamente pela alienação de activos industriais.

O grupo controlado pela ‘holding’ pessoal de Belmiro de Azevedo registou um volume de negócios de 589 milhões no primeiro semestre do ano, uma quebra de 6% face ao mesmo período de 2013. A descida no volume de negócios é justificada pela redução da presença industrial, a desvalorização do dólar canadiano e do rand sul-africano, por uma descida no preço médio de venda e por uma quebra nos volumes de vendas. Apesar do mercado da Europa do Norte apresentar sinais de melhoria, o grupo português teve quebras no volume de negócios em todas as zonas onde opera.

No segundo trimestre do ano, a Sonae Indústria deu sinais de que “o caminho estratégico definido está a gerar resultados”, diz Rui Correia, presidente executivo da Sonae Indústria no comunicado dos resultados enviados ontem à CMVM. O gestor sublinha que “o EBITDA recorrente atingiu o nível mais alto desde o segundo trimestre de 2012”, situando-se nos 26 milhões. Rui Correia aguarda, assim, “continuar a obter, face ao ano anterior, melhorias nos níveis de rentabilidade operacional”.

A Sonae Indústria irá continuar a racionalizar as estruturas de suporte do grupo, sendo que nestes últimos seis meses reduziu em 306 o número de colaboradores para 3.863, essencialmente devido à venda das duas fábricas em França. Segundo o comunicado, a venda destes activos teve um impacto nas contas de 2,8 milhões, dado que foram alienadas a um preço ligeiramente superior ao seu valor contabilístico.

O grupo encerrou o primeiro semestre do ano com uma dívida líquida de 696 milhões, um agravamento de 2% face ao mesmo período de 2013. Neste capítulo, a Sonae Indústria está em vias de concluir o refinanciamento de uma parte significativa da dívida consolidada, assim como continua a trabalhar no processo de aumento de capital. Este reforço de capital poderá atingir os 150 milhões.

Já neste segundo semestre, a subsidiária Tafisa formalizou uma operação de financiamento bancário de médio e longo prazo de 90 milhões de dólares canadianos (61,6 milhões de euros) para o seu plano de negócios. Com este financiamento, a Sonae Indústria distribuiu capital a outras entidades do grupo no valor de 40 milhões de dólares canadianos (27,4 milhões de euros.

As perspectivas do grupo para o exercício são cautelosas, mas este admite conseguir “níveis de rentabilidade operacional mais elevados”.

 

Fonte: Económico

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