As pequenas empresas cobrem 98% do tecido empresarial português e criam 61% do emprego. E as startups (definição usada para empresas inovadoras, geralmente em processo de implementação) constituem 6,5% deste universo, criando, sozinhas, cerca de 18% do emprego gerado em cada ano. Em média, constituem-se 30 481 empresas por ano, mas apenas 22 mil (74%) iniciam efectivamente a sua actividade. Significa isto que mais de 20% das empresas constituídas em cada ano nunca chega a arrancar. As startups envolvem em média 46 mil pessoas e 2600 empresas por ano.
Os dados constam de um estudo divulgado no fim do ano passado pela consultora de informação empresarial D&B e mostram ainda que as empresas jovens, isto é, com idade igual ou inferior a cinco anos, ocupam 35% do tecido empresarial português, criando, em média, 46% do emprego gerado anualmente. A capacidade de sobrevivência de uma startup, contudo, vai diminuindo com o tempo. Segundo o estudo, ao fim de três anos, são menos de 50% as que apresentam actividade. Ao quinto ano, a taxa de sobrevivência é de 40%.
No que diz respeito ao tamanho das empresas, geralmente contam com uma média de 2,5 empregados e 85 mil euros de arranque. No fim do segundo ano, o volume de negócios triplica e os empregados aumentam em 50%, número que tende a crescer significativamente até ao quarto ano e estabilizando no quinto ano de actividade.
Sectores como os serviços, a agricultura e a pecuária continuam a registar o maior aumento de constituições de empresas. Por outro lado, os sectores da construção e do imobiliário são os que registam uma quebra maior no que respeita à formação de novas empresas.
Fonte: Jornal i