O grupo Peugeot Citroën (PSA), a segunda maior fabricante de automóveis da Europa, vai cortar o número de modelos para quase metade e tornar a DS numa marca da Citroën. O objectivo da empresa é retornar aos lucros.

O lucro operacional da divisão de automóveis será de 2% das vendas em 2018, passando para 5% no período de 2019-2023, disse hoje Carlos Tavares, ‘chief executive officer’ do grupo PSA, na apresentação do plano estratégico da empresa com sede em Paris.
O gestor português de 55 anos, que assumiu o cargo dia 31 de Março, enfrenta perdas líquidas acumuladas de 7,5 mil milhões nos últimos dois anos e meio. A Peugeot disse hoje que a estratégia depende da “agressiva redução do número de modelos, passando dos actuais 45 para 26 veículos em 2022, e ainda das vendas realizadas em mercados fora da Europa”, segundo a Bloomberg.
Esta reestruturação será financiada, em parte, através dos novos parceiros – a chinesa Dongfeng Motor e o Estado francês – que se juntam à família Peugeot.
“Parece ser o requisito mínimo, mas é um começo”, disse Erich Hauser, analista da Internacional & Investment Group especializado na indústria automóvel.
A Dongfeng e o Estado Francês vão contribuir com cerca de metade do dinheiro para um aumento de capital de três mil milhões de euros, em troca de 14%, cada um, do capital da Peugeot. Já a família Peugeot, que detinha 25% do capital social da fabricante, irá passar a deter 14%.
“O grupo vai continuar a reposicionar as três marcas, ao mesmo tempo que irá definir as suas linhas “, disse a Peugeot. Redimensionar a gama de modelos permitirá à empresa “melhorar a cobertura de mercado e as margens, visando os segmentos mais rentáveis.”
A Peugeot foi uma das fabricantes e automóveis mais afectadas com a quebra das vendas de automóveis na Europa.
“Estou comprometido a acelerar a recuperação do grupo, canalizando todo o potencial criativo de nossas equipas para que possamos voltar rapidamente aos lucros”, sublinha Carlos Tavares.
O investimento em pesquisa e desenvolvimento irá aumentar, em média, 7% para 8% da receita nos próximos três anos, referiu o gestor português hoje numa teleconferência.
O objectivo da Peugeot é gerar dois mil milhões de euros de ‘cahs flow’ entre 2016 a 2018.
Fonte: Económico