O temporal que assolou o país entre 4 a 7 de janeiro já custou 11,5 milhões de euros às seguradoras em indemnizações pagas. Foram mais de 5.500 sinistros participados, com o maior número de custos com sinistros a verificar-se no distrito do Porto.
Os dados foram hoje revelados pela Associação Portuguesa de Seguradores (APS) referem-se ao período entre 4 e 7 de janeiro e foram apurados entre 10 e 15 de janeiro o que significa que o valor final já terá entretanto aumentado.
Entre os ramos mais afetados estão os incêndios e outros danos, que registaram 3.889 sinistros e custos de 8,2 milhões de euros, bem como o ramo automóvel, com 1.631 sinistros e indemnizações de 3,2 milhões. Já nas embarcações marítimas foram participados 24 sinistros com custos de 148 mil euros.
Contas feitas, o temporal que se registou em Portugal no início deste ano provocou 5.544 sinistros e custos de 11,5 milhões de euros às seguradoras, montante que poderá entretanto aumentar.
“É uma proteção eficaz e com um custo muito pequeno e custa-me ouvir pessoas dizer que não têm seguros porque afirmam que é caro quando a média é de entre 10 a 14 euros por mês”, argumentou o presidente da APS, Pedro Seixas Vale.
A APS revelou ainda outros eventos e sinistros com dimensões significativas que assolaram Portugal nos últimos anos que provocaram fortes custos às seguradoras:
– Em 2010, o mau tempo na Madeira provocou 2.000 sinistros e custos de 136 milhões de euros;
– Ainda em 2010, o tornado no Centro do país custou 2 milhões às seguradoras e foram registados 500 sinistros;
– Já em 2012 o tornado do Algarve provocou 900 sinistros e custos de 3,3 milhões de euros;
– No ano passado, o temporal de janeiro representou um custo de 100 milhões às seguradoras com 50 mil sinistros.
Fonte: Dinheiro Vivo